 |
Usina
de Enriquecimento de Resende: ABACC e AIEA em inspeção
conjunta
Na edição do último
dia 04 de abril, o jornal The Washington Post publicou
um artigo no qual afirmava que o governo brasileiro se negava
a permitir inspeções
da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
na usina de enriquecimento de urânio que está sendo
construída em Resende, no Rio de Janeiro, Brasil. O
artigo também levantava a suspeita sobre uma nova corrida
nuclear e o perigo de sua potencial evolução
para um programa de armas nucleares. Como era de se esperar,
essa informação foi rapidamente foi abordada
pelos principais meios de comunicação do Brasil
e da Argentina o que levou à necessidade de inúmeros
esclarecimentos por parte das autoridades de ambos países
e da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e
Controle de Materiais Nucleares (ABACC).
Não é a primeira vez e, certamente, não
será a última que jornais importantes como o The
Washington Post divulgam notícias sensacionalistas
que induzem a conclusões falsas as quais, intencionalmente
ou não, podem criar obstáculos ao desenvolvimento
nuclear dos países. Por essa razão, é conveniente
que utilizemos este espaço para esclarecer à comunidade
internacional de salvaguardas os pontos essenciais dessa controvérsia.
A usina que esta sendo construída em Resende, é uma
instalação comercial para enriquecimento de urânio
a baixos níveis, por ultracentrifugação.
A primeira etapa dessa usina, que representa uma pequena fração
de sua capacidade total, deverá entrar em operação
até o final de 2004, segundo informações
publicamente divulgadas pelas Indústrias Nucleares do
Brasil (INB). Para essa primeira etapa, a ABACC negociou e
acordou com as autoridades brasileiras os procedimentos de
inspeção e verificação, baseados
no controle de perímetro. Esses procedimentos permitirão
a esta Agência cumprir suas obrigações
estabelecidas no Sistema Comum de Contabilidade e Controle
de Materiais Nucleares (SCCC), da Argentina e do Brasil, conforme
o Acordo Bilateral entre os dois países. Paralelamente,
a AIEA está negociando com a ABACC e as autoridades
brasileiras uma forma de realizar a verificação
da usina, quando sua montagem completa estiver concluída,
obedecendo o estabelecido no Acordo Quadripartite. Ou seja,
o que ocorre neste momento é uma diferença de
abordagem sobre uma mesma questão. A AIEA deseja ver
discutido o enfoque de salvaguardas para a usina como um todo
e a ABACC, juntamente com as autoridades brasileiras, está negociando
a aplicação de salvaguardas para a primeira de
etapa da referida instalação. O entendimento
da ABACC é que, neste estágio da construção
da planta de enriquecimento, a manutenção dos
painéis para a proteção dos segredos tecnológicos,
como deseja o operador, não representa impedimento para
a aplicação efetiva das salvaguardas nucleares.
A implementação de medidas de salvaguardas que
incluam o acesso visual irrestrito ao hall de cascatas,
como defende a AIEA, é um tema que deverá ser
discutido, mais tarde, à medida que usina for sendo
ampliada.
Esse tipo de negociação é normal durante
a construção de qualquer usina com as características
da planta de Resende. É importante notar que a AIEA
já anunciou o tipo de inspeções ad-hoc que
pretende realizar, baseadas na verificação periódica
das mudanças de inventário de material nuclear
e na tomada de swipe samples em pontos estratégicos,
até que seja acordado com a ABACC e o Brasil o enfoque
de salvaguardas, no âmbito do Acordo Quadripartite.
Elías
Palacios
José Mauro
Esteves dos Santos
Secretários
|
|
ABACC, eixo da dinâmica
nuclear bilateral
O embaixador argentino Renato Sersale di Serisano faz uma análise
a respeito da ABACC, mencionando a instituição como um exemplo
da importância que o Brasil e a Argentina dedicam à consolidação
da paz e a segurança internacionais, além do compromisso com a
não-proliferação de armas de destruição em
massa. veja
mais 
Protocolo Adicional: Lógica e Impacto
Este artigo descreve o desenvolvimento que levou ao Protocolo
Adicional e analisa a lógica que está por trás das novas medidas
de salvaguardas por ele introduzidas. O impacto dessas novas
medidas é discutido, comparando-as com as medidas tradicionais
de salvaguardas atualmente aplicadas ao material nuclear em todas
instalações nucleares. veja
mais 
por ››› Marco Marzo
Verificação de Combustíveis Irradiados em Atucha I. Uma experiência
bem sucedida.
Partindo da época em que o reator Atucha I foi construído, o artigo faz um relato do desenvolvimento dos critérios de salvaguardas nas verificações realizadas nesse reator e do que foi feito para adaptar suas instalações a essa evolução.veja mais 
por ››› Orpet Peixoto
ABACC
Laboratories Quality Assurance Though Secondary Standars Exchange
Program
veja mais Considerations on Safeguards Approach for Small Centrifuge
Enrichment Facilities
veja
mais
Development
of Low-Level Environmental Sampling Capabilities For Uranium at Brazilian and
Argentine Laboratories by Abacc
veja
mais
Esarda
nda working group - Results of the Monte Carlo "simple case" benchmark
exercise
veja
mais
Ten
Years of Technical Cooperation Between the DOE and ABACC
veja
mais
Performance Values For Non Destructive Assay (Nda) - Techniques
Applied to Safeguards: The 2002 Evaluation by the Esarda NDA
Working Group veja
mais

|
 |