Atividades janeiro-fevereiro de 2005
Nos dias 1 e 2 de fevereiro, foi realizada a reunião sobre a usina
comercial de enriquecimento de urânio das Indústrias Nucleares
do Brasil (INB), na sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN). Na ocasião, foi discutido o enfoque de salvaguardas proposto
pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a
usina completa, acordadas as atividades a serem aplicadas durante o período
de testes pré-operacionais, elaborada uma lista de atividades para
os seis meses subseqüentes e analisadas alternativas para otimizar
o enfoque de salvaguardas projetado para a primeira cascata. O operador
se comprometeu em adiantar os testes necessários para a implementação
do sistema de vigilância (bird's eye view) e avaliar a possibilidade
de estendê-Io à primeira cascata a fim de uniformizar as medidas
de salvaguardas a serem aplicadas nas diversas etapas de operação
do primeiro módulo da usina.
Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2005, a ABACC, em coordenação
com a AIEA, deu continuidade as inspeções de rotina e ad-hoc nas instalações nucleares de ambos os paises. Foram
realizadas duas inspeções na Argentina e oito no Brasil, que
demandaram um esforço de inspeção de 34 inspetores-dia
no campo com uma disponibilidade de 80 inspetores-dia.
Também no mês de janeiro, foi realizada a transmissão
do cargo de Oficial de Operações, assumindo a função
a engenheira Laura Beatriz Castro.
Alem disso, foi dada continuidade às modificações
no software de contabilidade para melhorá-lo e elaborado
o material para treinamento no software conjunto de auditoria de
registros (SJAR), utilizado no curso que foi realizado em março,
em Viena, para inspetores e funcionários da Seção de
Treinamento do Departamento de Salvaguardas da AIEA.
Foram realizadas atividades de apoio à AIEA para a instalação
de quatro câmaras de vigilância tipo ALlS (AII-in-one System)
provisórias, durante a fase dos testes pré-operacionais, na
usina comercial de enriquecimento de urânio da INB. Ficou prevista
a instalação do sistema de vigilância DMOS (Digital
Multi Optical System) da ABACC assim que estivessem acordados os procedimentos
em discussão com a AIEA, a CNEN e os operadores.
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