Atividades março-maio de 2005
A ABACC continuou realizando as inspeções de rotina e
ad-hoc nas instalações nucleares de ambos os paises,
em coordenação com a AIEA. De março a maio de 2005,
foram realizadas 12 inspeções em instalações
argentinas e 13 em instalações brasileiras, que demandaram
um esforço de 108 inspetores-dia no campo e uma disponibilidade de
224 inspetores-dia.
Também foram realizadas duas inspeções não-anunciadas,
uma no Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Unidade
de Enriquecimento Almirante Álvaro Alberto (LEI), iniciada pela ABACC
e outra na Usina de Demonstração Industrial de Enriquecimento
(USIDE), iniciada pela AIEA.
Foi executada a instalação e configuração do
sistema de vigilância DMOS da ABACC, na usina comercial de enriquecimento
de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), uma vez
que foram acordados os procedimentos de revisão com a AIEA, a CNEN
e os operadores.
Nesse período, foi realizada no dia 14 de março em Viena,
uma reunião com a Divisão de Operações OB 1,
para analisar o status das atividades de pós-inspeção
da AIEA, utilizando o disquete gerado pelo software de auditoria
conjunta SJAR, e rever a implementação do procedimento conjunto
atualmente em vigor.
A respeito da implementação de salvaguardas na usina comercial
de enriquecimento de urânio da INB, antes de se iniciar a reunião
de discussão do enfoque de salvaguardas, a AIEA e a ABACC assistiram
a demonstração do uso de um dispositivo de observação
que permite analisar a disposição dos equipamentos de processo
no interior dos painéis, preservando os detalhes técnicos
das centrífugas. O referido sistema foi proposto pelo Brasil e fornece,
para fins de salvaguardas, informação equivalente a que forneceria
o sistema de vigilância temporário instalado na parte superior,
denominado bird's eyes view. Ambas as agências consideraram
muito promissores os resultados da demonstração e concordaram
com a avaliação de que a combinação das duas
metodologias (bird's eyes view e fotografias) permitira otimizar
as medidas de salvaguardas que serão aplicadas ao módulo I,
de acordo com as alternativas propostas na reunião de fevereiro.
Levando em consideração os resultados promissores obtidos
na demonstração do sistema de acesso visual indireto, foi
discutido durante a reunião o documento proposto pela AIEA, sendo
acordadas as diretrizes gerais do enfoque de salvaguardas a ser aplicado
em toda a usina e no primeiro módulo com algumas modificações
particulares. Esse enfoque de salvaguardas não requer controle de
perímetro, garante o acesso rápido ao hall das cascatas e
o acesso visual indireto da configuração das cascatas. Contenção
e vigilância são aplicados na estação de alimentação
e retirada, nos pontos de amostragem e em outros pontos estratégicos.
O enfoque permite o controle, em base aleatória, do balanço
de massa (urânio e isótopo U-235) e da capacidade de trabalho
separativo, além de prever o controle das transferências de
material nuclear e a coleta de amostras de esfregaço superficial
no interior do hall de cascatas e em outros pontos estratégicos.
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